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Dia Mundial alerta sobre a prevenção e diagnóstico de hepatites virais

Data:28/07/2010
Autor:Comunicação Minas Saúde

Educar as pessoas e alertar profissionais para a prevenção, diagnóstico, transmissão e tratamento das hepatites virais. Esse é o objetivo da Organização Mundial de Saúde (OMS), ao estabelecer a data de 28 de julho como o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais.

Segundo dados do Ministério da Saúde, muitos pacientes não sabem que têm a doença. Como resultado, as hepatites são, hoje, um problema de saúde pública mundial. Para solucionar a insuficiente divulgação e reduzir a incidência dos casos, é importante, de acordo com o hepatologista João Galizzi Filho, alertar para o primeiro diagnóstico. “O exame das hepatites está disponível nas unidades de saúde. Com o pedido solicitado pelo médico, é possível pesquisar a presença ou não dos vírus das hepatites B e C", observa.

O que é hepatite?

Entende-se por hepatite toda e qualquer inflamação do fígado. Causadas por vírus, intoxicações ou outras substâncias e medicamentos tóxicos, as hepatites estão comumente relacionadas ao comprometimento do órgão. O problema, no entanto, é que grande parte das hepatites não apresenta sintomas em sua fase inicial, ou então manifesta sinais não característicos, como febre, desânimo, mal estar, dores musculares.

As inflamações agudas representam o estado inicial de uma hepatite. Quando não são tratadas devidamente, as hepatites podem evoluir para o outro estágio, sendo chamadas crônicas. Nesse caso, há risco de evolução para problemas como cirrose ou mesmo o câncer hepático.

As hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B, C e D. A hepatite C é apontada como a mais perigosa, pois sua transmissão pelo sangue é mais fácil e rápida que a própria AIDS. De acordo com a OMS, esse tipo ainda é a maior causa de transplante de fígados em todo o mundo, o que reforça a necessidade de alerta. (Conheça os outros tipos da doença aqui).

Outra perspectiva

O cenário controverso não deixou que a pedagoga Ana Paula Barcelos, 31 anos,  perdesse o foco em uma rotina de vida saudável e positiva. Ela contraiu o vírus da hepatite C em uma transfusão de sangue, aos 8 anos de idade, durante uma cirurgia pulmonar, mas só foi receber o diagnóstico vinte anos depois.

Do susto inicial, Ana Paula partiu para uma nova perspectiva. "Como dizem, ‘a dor é obrigatória, mas o sofrimento é opcional’”, revela.  Hoje, em seu blog Animando-C, Ana compartilha experiências e informações sobre a hepatite C, com uma abordagem otimista, na busca pelo fim do preconceito. "Precisamos de uma campanha intensiva para diagnosticar as pessoas enquanto elas ainda têm possibilidades de cura", alerta Ana Paula.

A entrevista completa com a pedagoga pode ser conferida no blog.

Complemente a leitura sobre o tema: aqui.